sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Mas uma vez era ela em seu estado auto-ofensivo de desperdício; havia ela jogado tudo que queria e tinha em mãos fora, por puro capricho. Se não fosse ela e seus caprichos inúteis e muitas vezes maléficos não teria acontecido mais uma vez. Ela plena de tudo, sem ter nada. Sempre soubera que o paraíso não estava ao lado, mas que alguma leve e talvez passageira alegria poderia a distrair por 1, 2, 3, 4 dias. Dentro de um quarto, os posteres na parede, o violão ao chão, deitada na cama tentando entender: "por que ter sido tão burra?" a essa altura do campeonato, oh; não sabia, ou melhor, não queria admitir que a culpa era sua mais uma vez, um erro cometido por pura bobeira, pura besteira, por uma mania tão infantil, seus olhos que a tudo olhavam, sem querer perceber, a culpa era toda sua, a culpada foi você.

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