terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Era esses sentimento que lhe batina na porta da alma, ela não conseguia fugir, estava ela ali, presa em si mesma. Parecia-lhe precipitado levantar e sair correndo, sim era muito precipitado, mas ela precisa, um pelo menos pensava precisar, porque o mais importante não é o que acontece de real, mas sim o que se pensa que é real. O pensamento que a força que controla tudo, mas todos pensam, sem saber que pensam, que ele é só algo aqui dentro, mas é ele que te controla, mas você não o controla. O pensamento se pensava, sem saber ser pensado. Ela precisava fugir, sem saber como. Os movimentos se alteravam e se modificavam.Ela ali parada, a corrente sanguinia a levar um certo tipo de adrenalina que a confundia e anestesiava-a. Ela não sabia, ela não mais sentia, ela não mais ouvia, ela não mais queria, ela não mais existia. Primeiro segundo, Segundo segundo, terceiro segundo. . . Um sopro. . . é, era ela agora um sopro . E podia acabar tudo agora, só dependia dela e do pensamento, ela era aquela carne, mas ela não existia sem o pensamento, mas o pensamento existia sem ela, ou fosse só pensamento sem carne, talvez a carne do pensamento.

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